Ensaio
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![]() Autor (ensaio): Felipe Paraizo de Lima Data: 01/09/2000
Quando recebi as primeiras screenshots deste avião, logo me interessei nele para uma reportagem da AeroVirtual, em vista da qualidade quase impecável do trabalho de pintura, bem como do avião de um modo geral. Entrei em contato com o Luiz Eduardo Blanski, seu autor, que deu "carta branca" para o lançamento na AeroVirtual. Eu precisava somente definir o tipo de reportagem, e então resolvi fazer um vôo entre o Aeroporto de Guarulhos, São Paulo e o Aeroporto de Confins (Tancredo Neves), em Belo Horizonte. Durante o trajeto, tirei várias fotos e fui notando algumas características do avião, as quais apresento para os leitores da AeroVirtual. Este relato não tem objetivo de ser um ensaio aprofundado da aeronave, pois eu como simples "simuleteiro" não me vejo em condições para isso. ![]()
Me posiciono em um portão do Aeroporto Internacional de Guarulhos. Nossa saída está prevista para as 16 horas (local), e no momento são 15 horas e 42 minutos (18:42 ZULU). Já confortavelmente posicionado no cockpit do PT-MZE, aciono o rádio no ATIS São Paulo, em 127.75 a fim de confirmar as condições do tempo. Estamos com uma leve chuva, nuvens a 5.500 pés, ventos calmos, visibilidade de 10 milhas e temperatura de 16 graus (orvalho 13 graus). O ajuste de altímetro indicado é 2991/1013. O Clearence de Guarulhos autoriza o nosso plano de vôo, com decolagem pela pista 27L (esquerda), executando saída LOBO (transição ZITAN sob vigilância radar), até o ingresso na aerovia UW13 para Belo Horizonte. Após a liberação, solicito push-back e posterior acionamento dos CFM 56-5A/-5B, motores que equipam a aeronave.
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Push-back concluído, são 16:03 horas (local), já em contato com o solo de Guarulhos, que nos autoriza táxi para a pista 27L usando as taxiways GOLF - BRAVO - OSCAR - OSCAR, solicitando que reportássemos no cruzamento da pista 27R. Durante o táxi a aeronave se comporta muito bem, não sendo necessário nenhuma "mágica" para realizá-lo, mantendo a velocidade em torno de 15 nós. Chamo a torre para o cruzamento da 27R, e sou logo autorizado visto que não havia nenhuma aeronave em pouso ou decolagem naquele instante. ![]()
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A 15 milhas de São José, o controle solicita curva a esquerda na proa do fixo ZITAN, e posteriormente proa 004 até interceptar a aerovia UW13, que é marcada pela radial 054 do VOR de Bragança [BCG] (116.20). Às 16:26 estabilizávamos o MIKE-ZULU-ECHO no nível 250, mantendo 79% de N1, o que nos dava uma velocidade de mach .81. Notei um certo exagero na potência desta aeronave, pois com 79% de N1 ela já estava quase na velocidade máxima operacional, que é mach .82. Então, liguei novamente o autothrottle indicando mach .78 (velocidade de cruzeiro), e a potência foi reduzida para em torno de 72% de N1. Já estávamos na proa de ACNEL, o próximo fixo da aerovia, 158 milhas de BCG.
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Toque suave na pista 16, a torre Confins me instrui a chamar o solo em 121.90, o que eu faço imediatamente. O reverso do A319 em conjunto com os spoilers (com abertura automática) funcionaram muito bem, e não utilizamos nem metade da pista de 3000 metros de comprimento até parar a aeronave. Livramos pela intercecção FOXTROT, e o controlador indicou que continuássemos nesta taxiway até o pátio 1. Novamente o taxi é muito tranquilo, e logo estamos prontos para o corte dos motores e fechamento do plano de vôo. ![]()
Enfim, um bom vôo com uma boa aeronave... Espero que tenham gostado. Abaixo seguem os endereços das home pages relacionadas a esta matéria, além do link para download do avião. Qualquer comentário, paraizo@aerovirtual.com.br. Responderei sempre que possível!
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Dados técnicos da aeronave: flug-revue.rotor.com/frhome.htm; www.tam.com.br e www.airbus.com.
Fotos reais de José Luiz Junior, obtidas em www.airliners.net. |