Reportagens
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![]() Autor: Felipe Paraizo de Lima Data: 16/06/2000
Há tempos venho pensando em fazer uma coletânea das aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) que já estão disponíveis para o Microsoft Flight Simulator. Agora resolvi disponibilizar a todos o resultado dessa busca, e aproveitei para de certa forma fazer uma homenagem à nossa Força Aérea, incluindo informações e fotos das aeronaves, tanto reais, quanto virtuais. Esta matéria será publicada em capítulos, e de início falarei dos caças a jato. São eles: A-1 AMX, F-5 Tiger II, F-103/Mirage III E BR, AT/RT-26 Xavante. Vale lembrar que falarei em principio das aeronaves que encontrei para o Flight Simulator. A FAB possui outras aeronaves que não serão incluídas na reportagem, pois não foram ainda disponibilizadas para o simulador. SOM: para todos os aviões citados abaixo, existe um bom "pacote" de sons (FS98), que pode ser encontrado na FlightSim.Com (www.flightsim.com), pelo nome de wlkjetsn.zip.
O A-1 AMX é uma moderna aeronave de ataque ao solo que começou a equipar a Força Aérea Brasileira a partir de 1989. Projetado e fabricado pelo consórcio Embraer - Alenia - Aermacchi, ele veio suprir necessidades da FAB e da Aeronáutica Militar Italiana. ![]()
A missão primordial do A-1 é o reconhecimento e ataque a objetivos de superfície sobre ou por trás das linhas de frente. Equipado com o que há de mais moderno em aviônicos, seus sistemas HUD (Head Up Display) e TV/IR facilitam os parâmetros de navegação e ataque no tipo de ambiente hostil para o qual foi projetado. Capaz de carregar equipamentos de reconhecimento e foto sem abrir mão de qualquer armamento, o AMX possibilita ao seu piloto responder ao fogo inimigo durante uma missão de reconhecimento. Sua capacidade de decolar em apenas 850 metros de pista permite que ele opere a partir de aeródromos danificados ou até mesmo de estradas. Pode ser reabastecido em vôo, o que lhe proporciona excelente raio de ação.
Armamentos:
O AMX possui 2 canhões DEFA de 30 mm, mais armamento externo em uma armação de duplo "pylon" sob a fuselagem, além de 4 pontos "duros" sob as asas e de 2 trilhos de ponta de asa para mísseis ar-ar. A aeronave pode carregar até 3.800 kg de armamentos, que podem incluir mísseis ar-terra, bombas de fragmentação, armamentos dirigidos eletro-ópticos, bombas de ativação livre ou retardada e lança-foguetes. O AMX conta também com 3 sistemas alternativos para reconhecimento fotográfico.
O F-5E é um caça tático de defesa aérea e ataque ao solo. Concebido como substituto mais potente do F-5A, o F-5E tornou-se um dos aviões mais operados no mundo. Testado em combate no Vietnã, o F-5E é extremamente manobrável e rápido, constituindo-se um excelente avião para combates aéreos. Com mais de 1.350 unidades vendidas, o F-5E equipa mais de 20 Forças Aéreas, tendo sido, inclusive, produzido sob licença na Suíça. ![]()
Os F-5E brasileiros tornaram-se mundialmente célebres durante a Guerra das Malvinas, quando interceptaram um bombardeiro Vulcan inglês que entrara em nosso espaço aéreo. Executando missões de Interceptação e Ataque ao Solo, o F-5E é, juntamente com o Mirage III, a primeira linha de defesa de nosso espaço aéreo.
![]() Armamentos:
O F-5E da FAB possui 2 canhões M39A2 de 20 mm com 280 tiros cada, 2 mísseis Phyton 3 além de até 3.175 kg de armamentos em 5 pontos "duros", incluindo bombas, foguetes e mísseis ar-terra. A aeronave possui raio de combate de 1.056km com tanque cheio, 2 mísseis AIM 9-B Phyton e 5 min de combate a 5.000 m; e de 222 km com tanque cheio, 2.359 kg de armamentos, 2 mísseis AIM 9-B Phyton e 5 min de combate ao nível do mar. ![]()
O Mirage III é sem dúvida o avião de combate de maior sucesso produzido na Europa ocidental. Ele formou por muito tempo a espinha dorsal do sistema de defesa francês, escolhido por sua simplicidade, confiabilidade e alto desempenho. Exaustivamente provados em combate, os Mirage III foram decisivos na campanha aérea da Guerra dos Seis Dias, em 1967, quando, pilotados pela Força Aérea Israelense, conseguiram dezenas de vitórias ar-ar e a completa destruição da aviação árabe no solo. Em dezembro de 1971, pilotos paquistaneses conseguiram com seus Mirage III oito vitórias no ar e duas no solo contra a Força Aérea Indiana. Em 1982, eles foram empregados pela Força Aérea Argentina na Guerra das Malvinas, e ainda hoje são utilizados pela África do Sul em operações na Namíbia. ![]()
No Brasil, os Mirage IIIEBR e IIIDBR equipam o 1º GDA (Primeiro Grupo de Defesa Aérea), onde estão sempre prontos para missões de Interceptação como peça importante do sistema de Defesa Aérea e no Controle de Tráfego Aéreo Brasileiro.
Armamentos:
2 canhões DEFA de 30 mm, três pontos para diversas combinações de bombas, foguetes e mísseis teleguiados até 1.814 kg. ![]()
Construído pela Embraer sob licença da Aermacchi, o modelo MB-326, aqui denominado AT-26 Xavante, destina-se a missões de Treinamento e de Ataque ao Solo. Produzido, em quatro continentes, ele suporta 7,5G's positivos e 3G's negativos, o que o torna extremamente manobrável. Construído na Itália, Austrália, Brasil e África do Sul o Xavante é muito admirado pelo seu baixo custo de produção e operação, com resultados de alto desempenho e versatilidade. Na África do Sul, o Impala, como é chamado, equipa a esquadrilha de demonstração aérea Silver Falcons e operou em missões de penetração ao território angolano na Guerra da Namíbia. ![]()
No Brasil, o Xavante equipa esquadrões de Caça e Reconhecimento, além de operar no Comando Aéreo de Treinamento (CATRE). É um avião que reúne simplicidade e bom desempenho, equipando, além da Força Aérea Brasileira, as armas aéreas da Argentina, Paraguai e Togo.
Armamentos:
O Xavante pode ser equipado com bombas de 113 Kg e 227 Kg; casulos com duas metralhadoras de 7,62 mm; casulos LM-70/19, com dezenove foguetes cada, e casulos LM-37/36, com 36 foguetes SBAT de 37 mm. Na Força Aérea Brasileira, o AT-26 serve na função de ataque ao solo, em esquadrões de combate, e como avião de treinamento. ![]()
Texto e fotos reais: Força Aérea Brasileira, página oficial (www.maer.mil.br).
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